30 jan, 2010
Entrevista: Filipe Abrantes, desenvolvedor Android em Portugal
Posted by: Marvin, o Paranoid Android In: Geral
Filipe Abrantes, 28 anos, nascido no Porto, ao norte de Portugal, é pesquisador no Instituto Fraunhofer AICOS e desenvolvedor para a plataforma Android. Foi em um dos braços do Fraunhofer espalhados pela Europa que foi inventado o seu, o meu, o nosso formato de arquivo MP3. Coincidência ou não, entre os trabalhos de Filipe estão dois interessantíssimos players para Android – o RockOn e o ³. E foi por esse ponto que começamos nosso papo com ele.
Android FC – Além do RockOn e do ³, que outros apps você desenvolveu para Android?
Filipe Abrantes – Por enquanto, essas são as minhas únicas aplicações a título pessoal. No âmbito das atividades do instituto onde trabalho, desenvolvemos outras duas aplicações das quais gostaria de destacar o Mover. É um aplicação que monitora o nível de atividade física das pessoas e que acabou em 5º lugar no Android Developer Challenge II na categoria de lifestyle.
AFC – Qual seu aparelho Android (ou qual o preferido)? Por quê?
FA – Eu uso ainda um velhinho G1. Gosto muito do Dream também e adoraria experimentar um Nexus :P.
AFC – Que aplicativos não podem faltar em sua tela inicial?
FA – A aplicação que uso mais frequentemente é o Seesmic (cliente de Twitter). O Picsay é das aplicações mais bem feitas que já experimentei e há dois jogos que acho absolutamente fantásticos: o Hyperspace e o Abduction.
AFC – Você vê espaço para desenvolver aplicativos Android comercialmente? Ganhar dinheiro, viver disso?
FA – Acho que é possível, mas no cenário atual penso que é ainda bastante difícil. Deverá tornar-se mais simples à medida que a base de utilizadores cresça, no entanto a competitividade no Market deverá aumentar também.
AFC – Em sua opinião, quais as vantagens e desvantagens da plataforma Android face aos concorrentes?
FA – Do ponto de vista dos criadores de aplicações a vantagem é clara. Não existem restrições quanto à admissão de novas aplicações o que nos permite flexibilizar muito o processo de desenvolvimento. É também uma plataforma poderosa parecendo-me neste momento claramente a segunda melhor atrás do iPhone. A desvantagem do Android neste momento acaba por ser os inúmeros ‘cantos’ que ainda não foram polidos. Ainda não se pode considerar uma plataforma madura.
AFC – Fale mais sobre o RockOn e o ³. O que o motivou a criar os aplicativos? Como foi a recepção? E os planos para o futuro?
FA – Decidi desenvolver o RockOn, e mais recentemente o ³ porque desde o início senti que os leitores de música da plataforma deixavam algo a desejar. Especialmente no que toca ao aspecto visual e de interação com o utilizador. A recepção tem sido bastante boa. Penso que não é uma aplicação para todos, mas existe um nicho de utilizadores que aprecia bastante tanto o RockOn como o ³.
Neste momento estou a finalizar o ³ e o meu próximo projeto vai ser um jogo. Espero conseguir ter uma versão inicial no Market em Abril ou Maio de 2010 :).

